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Comitê estuda a implantação do teletrabalho nas comarcas de Minas

08 de Abril de 2016 19:30:51


Trabalhar de casa, perto dos filhos, não pegar trânsito, comer a “comida de casa”. Confortos que podem se tornar realidade com a chegada do Processo Judicial eletrônico (PJe) à Justiça de Minas Gerais.

Com foco nas possibilidades que o processo eletrônico apresenta, o TJMG está estudando diretrizes para implantar o teletrabalho nas comarcas de Minas onde o sistema PJe estiver em funcionamento.

Um grupo de dez servidores da Comarca de Belo Horizonte e quatro da Segunda Instância foram selecionados para participar do projeto-piloto de implantação do teletrabalho. São seis servidores dos Juizados Especiais, dois da 7ª Vara da Fazenda Pública, dois da 4ª Vara Cível e quatro da Coordenação de Distribuição da Segunda Instância – esses últimos participarão em sistema de rodízio.

Segundo a juíza auxiliar da Presidência Lisandre Figueira, o primeiro passo é preparar esses servidores para a nova sistemática de trabalho. A preparação começa dia 11 de abril, quando os servidores receberão orientações da Diretoria de Informática, da Gerência de Saúde no Trabalho e do Núcleo de Desenvolvimento de Competências Humano-Sociais sobre ergonomia, saúde, rotina diária, preparação psicológica e cumprimento das metas. “Trata-se de um projeto-piloto, estamos estudando a ampliação para outros setores e, no futuro, vamos estabelecer uma seleção para os servidores que irão realizar teletrabalho”, afirmou a juíza.

O TJMG criou um comitê para estudar a inovação. O grupo, dirigido pela juíza Lisandre Figueira, é formado por juízes e servidores da Diretoria Executiva de Administração de Recursos Humanos (Deahru) e da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef).

O superintendente administrativo adjunto do TJMG, desembargador Corrêa Junior, afirmou que uma das propostas, ainda em andamento, é que haja rodízio para permitir que vários servidores atuem por meio do teletrabalho, já que atualmente o processo eletrônico convive com o processo que tramita fisicamente nos cartórios do Judiciário. “No futuro, teremos uma pequena secretaria de atendimento e uma grande massa de servidores que poderão trabalhar em casa”, afirmou.

O desembargador avalia que o teleletrabalho beneficiará o Tribunal, o servidor e o meio ambiente: “Nós vamos aumentar a produtividade, diminuir o deslocamento de pessoas e o número de veículos nas ruas, o que vem em benefício da coletividade”.

Segundo Lisandre Figueira, o teletrabalho traz benefícios para todos. "O home office é uma tendência mundial e o setor público tem grandes vantagens na sua implantação. A sociedade ganha com a redução de poluentes; o servidor ganha com maior convívio familiar, economia com despesas de transporte e melhor qualidade de vida; e o Tribunal ganha com maior produtividade dos teletrabalhadores", avalia.

Algumas experiências, como as do Mato Grosso e do Distrito Federal, têm mostrado que o teletrabalho pode funcionar bem e até melhorar a produtividade, pois evita o desgaste com o deslocamento e possibilita ao servidor trabalhar mais focado nas tarefas, porque está no ambiente de casa.

Fonte: TJMG


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