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Servidores prometem “guerra” contra a reforma administrativa

07 de Abril de 2021 14:27:12


Servidores públicos de todo o país tentam impedir a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional da Reforma Administrativa (PEC 32/2020), apresentada pelo governo federal. Os trabalhadores temem perder direitos e benefícios com a PEC.

O coordenador do Movimento Nacional contra a PEC 32, Jeizon Silverio, promete: “Vamos promover uma verdadeira guerra contra a PEC utilizando as armas que temos, que são as redes sociais, as mídias tradicionais e outros equipamentos publicitários.”

O acirramento dos ânimos dos trabalhadores aumentou após as recentes declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que pressionou o Congresso nesta semana ao dizer que a proposta será mais dura à medida em que demorar sua aprovação. O governo afirma que a medida é necessária para buscar o equilíbrio fiscal e melhorar o desempenho econômico do País.

“A PEC 32 é uma vingança contra os servidores públicos. Uma retaliação. Não vai ajudar em nada o País e ainda vai prejudicar toda a população com a precarização dos serviços públicos”, diz Silveiro. “Sem servidores, o caos provocado pela pandemia de covid-19 seria muito pior”, exemplifica.

 

 

O movimento, criado no início do ano passado pelo Sindical-DF, é responsável por ações que têm incomodado a ala governista no Congresso Nacional. Além da manutenção de páginas e perfis nas redes PEC da Rachadinha, que alcançam cerca de meio milhão de internautas/mês, o grupo tem afixado outdoors em pontos estratégicos do Distrito Federal, como aeroporto, Saídas Sul e Norte, EPTG e EPNB, com mensagens contra a proposta do governo.

“Nossas campanhas têm ganhado adesões importantes diariamente, graças à ousadia de nossa abordagem”, explica o coordenador de comunicação da Pec da Rachadinha, Teófilo Silva. “O ex-assessor dos Bolsonaro, Fabrício Queiroz, tem sido nosso personagem recorrente por sintetizar tudo o que queremos impedir que aconteça no País”, disse, referindo-se às acusações de desvios de dinheiro por meio das chamadas “rachadinhas”, na Alerj.

 

Willian Matos
Fonte: 
Jornal de Brasília


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