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500 mil mortos: a trágica marca que coloca o Brasil em 2º lugar no número de óbitos por Covid-19

19 de Junho de 2021 14:58:31


No início da tarde deste sábado (19), o Brasil se tornou o segundo país a ultrapassar a triste marca de meio milhão de mortes por complicações decorrentes da Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos (601.183). As últimas 100 mil vidas foram perdidas em cerca de um mês e meio, enquanto as primeiras 100 mil mortes ocorreram em cerca de 5 meses de pandemia, o que significa dizer que, mais de um ano após o início de tudo, o processo de perdas no país acelerou. 

Segundo estimativas apresentadas pelos cientistas Claudio Maierovitch e Natalia Pasternak à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado, 90 mil óbitos poderiam ter sido evitados se os acordos com o Instituto Butantan e a farmacêutica Pfizer por vacina tivessem sido assinados no período em que o governo brasileiro recebeu as primeiras propostas, em meados de 2020.

Outros pesquisadores têm trabalhado a relação entre a política de negacionismo, de repulsa às normas sanitárias, e o número de óbitos em cada cidade ou estado. O epidemiologista Pedro Hallal mostrou que três a cada quatro mortes poderiam ter sido evitadas, com políticas de testagem em massa, rastreamento e isolamento social, investimento em vacinação e campanhas de conscientização baseadas no conhecimento científico. 

Porém, neste cenário de morte e adoecimento, o governo e o Congresso Nacional priorizam a aprovação da Reforma Administrativa (PEC 32), um verdadeiro desmonte do Serviço Público, justo quando a população mais necessita do atendimento gratuito, universal e de qualidade que os Servidores e os Serviços Públicos podem proporcionar. 

Assim, pois, não surpreende que, com menos de 3% dos habitantes do mundo, o Brasil acumule mais de 12% das perdas humanas. Também não é surpreendente que Minas Gerais, cujo governo busca imitar o negacionismo que tem pautado o governo federal, some mais de 44 mil óbitos. Destes, 21 eram Servidores e Servidoras do Poder Judiciário de Minas Gerais, entre ativos e aposentados.

Muitas vidas ainda hão que salvar, muito ainda há que ser feito: cobrar vacinação ágil para todos e todas, proteção econômica para que trabalhadores possam se proteger sem o risco de, literalmente, passarem fome, uma campanha robusta de conscientização, medidas de fechamento do comércio não essencial, dentre outras ações.

Particularmente com relação aos Servidores da Justiça, é urgente o atendimento àquelas pautas que o SERJUSMIG tem insistentemente defendido junto à direção do Tribunal: suspensão das atividades presenciais, exceto nos casos de extrema necessidade, e vacinação de todos os Servidores e Servidoras cujo trabalho requer contato com o público, conforme prioridade estabelecida pela Lei Estadual 23.787/2021.

Esperamos que a nova marca de 500 mil mortes sensibilize todas as pessoas e que não caiamos na tentação de banalizar a morte. A todos que perderam familiares, amigos, colegas de trabalho e de lutas, enviamos os sinceros sentimentos que partem de um sindicato que, lamentavelmente, também tem vivenciado essas perdas. Que esse pesadelo cesse o quanto antes. 

 

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